Navegar Impreciso
"Do navegar impreciso se faz a vida
Levado de idas, vindas,
entradas e saídas.
No mar a revolta de um traçado tortuoso
Junto à experiência de quem foi tão desditoso.
As ondas que carregam os pedaços do pensamento,
surgem ao fundo, ganhando impulso suficiente à força do tormento.
Do céu o ímpeto nas cores do mau tempo,
Reflexo sincero a quem não seguiu o bom exemplo.
Então, quando as águas levarem para longe toda a esperança,
sentirei a solidão na desilusão de não haver mudança.
Dias, meses e anos serão em vão vividos...
pois de nada valerão perante a distância dos sentidos.
Sentirei tantas saudades dos meus considerados amados,
Dos que herdei tantos momentos recordados e lembrados.
Aprenderei que sem eles não viverei ou serei.
Nesta ausência a consciência perdida de tudo o que desejei.
Mas daqui espero o fim da tempestade
com o anseio de reconstruir em cuidado tudo o que traz a felicidade.
Agradecerei aos céus, terras e mares,
com toda a fidelidade que em mim achares.
Serei devoto da vida, aceitando-a como ela é.
Certo de que minhas limitações jamais serão maiores que a fé.
Saberei que não há mapa que resista a este imenso oceano de incertezas,
Cuja veste reflete o avesso das certezas.
Entregarei tudo ao destino...
confiante no que o amanhã irá trazer.
A este gigante menino que tem tanto a dizer.
Não reclamarei das turbulências,
antes agradecerei pela nova experiência.
E, antes de almejar tudo o que é preciso,
Navegarei pela vida...
Este mar tão impreciso".
Rodrigo
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