Quando eu falei que amava...
Quando eu falei que amava
em mim você não acreditava...
Fazia do meu sentimento um mimo que nunca lhe apaixonava.
Dizia o que sentia, sem ter vergonha da humilhação,
mas a minha única resposta foi sempre a ingratidão.
Busquei tantas outras formas para poder lhe agradar,
porém de todas elas o único eco me fez chorar.
Tentei ser tudo aquilo que provavelmente eu não seria,
contudo, todo o esforço não alcançou a palavra que traduzia.
Achei nos sonhos um motivo que em muito nos unisse,
todavia pareciam minúsculos perante tudo o que já disse...
Fiz juras em cartas, rabisquei nas escadas,
mas as promessas eram as únicas que terminavam em ciladas...
Me julguei infeliz, falso em tudo o que diz,
da tua boca a sentença proferida como um juíz.
Procurei nos teus olhos um brilho de ilusão,
porém minha real realidade parecia ser outra então.
Compreendi que se o amor por si só não bastar,
a consequência será o vazio que se faz enganar.
Terei certo em meu preciso coração,
a verdade é o único destino para toda salvação...
E quando em meu peito bater de tanta tristeza,
saciá-lo-ei atenciosamente com precisa delicadeza.
Direi que nem todos sabem amar,
apenas conhecem a sensação de talvez ter um par...
Um par sem unidade, sem real afetividade,
muito daquilo que faz do amor a real majestade.
Quando eu falei que amava, e em mim você não acreditava...
Você será tudo aquilo que eu menos precisava.
Rodrigo.
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